quarta-feira, 22 de junho de 2016

Fuaspec divulga nota sobre paralisação dos servidores e construção da greve geral

A nota foi publicada na edição de hoje (22/6) do jornal O Povo, 1º caderno, editoria Economia, página 22. Confira o teor da nota:

Paralisação geral dos servidores públicos estaduais nesta quinta e sexta-feira, dias 23 e 24 de junho

Nosso Estado é a terceira economia mais forte do Nordeste, sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) regional é de 14,5%, atrás dos estados da Bahia e Pernambuco, segundo artigo publicado em janeiro passado no site Brasil Escola. Totalmente diferente do que pregam os governantes a propósito de nossa arrecadação, quando são questionados sobre a reposição salarial dos servidores públicos estaduais. 

A realidade é que não sabemos para onde estão enviando tanta riqueza, já que existe um grande número de cidadãos em situação de vulnerabilidade, que dependem de assistência médica, escolar, sem esquecer da caótica segurança pública. Nesse contexto, nossa atuação como servidor público ganha relevância ainda maior, já que atendemos esses usuários em todas as repartições públicas atreladas ao Estado. 

Se faltam recursos para os 120 mil servidores públicos, levando-se em consideração que o governo Camilo Santana anunciou a reposição inflacionária somente para um pequeno grupo de 20 mil, parece que sobram meios para as famosas regalias governamentais. Ao que parece, só os trabalhadores que atuam diretamente com a sociedade, e beneficiam aqueles que são esquecidos, não têm o devido valor para uma administração orquestrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Para que todos os cearenses tomem conhecimento, somente após oito tentativas, sendo o primeiro protocolado no mês de setembro de 2015, que os servidores públicos estaduais tiveram o retorno do governo Camilo Santana, que mesmo sem estar presente resolveu instalar a primeira Mesa Estadual de Negociação Permanente em meados de janeiro. Vale ressaltar, que Camilo Santana descumpriu o acordo firmado com sindicatos e associações no ano passado, quando prometeu três encontros por ano com os representantes de classe, através da Mesa de Negociação (Menp), sendo apenas realizado. 

Assim, mesmo com a atual situação vivenciada pela incerteza, pois durante a Mesa de Negociação, conduzida por representantes do executivo, a mensagem trazida do Palácio da Abolição informava que somente no início de abril o governo do Estado poderia se posicionar sobre as finanças, período estendido até o mês de junho, quando o govenador Camilo Santana anunciou que não haveria reposição da inflação e, que, a partir daquela data negociaria o reajuste dos servidores por categoria, ferindo a Constituição. Acréscimo remuneratório em percentual inferior à inflação do período é sem sobra de dúvidas desacordo com a garantia constitucional, imaginem quando o percentual citado é 0%.  


Por fim, informamos aos trabalhadores e sociedade civil que a luta não é apenas por salário justo, mas pela valorização profissional e por um serviço público de qualidade, sendo inevitável a construção de uma Greve Geral. Dessa forma, o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Fuaspec) convoca paralisação para esta quinta e sexta-feira, dias 23 e 24 de junho de 2016.



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